ÓRBITA DF

Presidente do BRB e diretores viajam a Dubai para negociar empréstimo internacional

Banco de Brasília busca alternativas de financiamento após tentativa de obter R$ 6,6 bilhões para reforçar o capital da instituição não avançar.

Foto: Nelson Antônio de Souza, novo presidente do BRB
Foto: Nelson Antônio de Souza, novo presidente do BRB

O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, e diretores da instituição financeira devem viajar a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, ainda em outubro, para negociar um possível empréstimo internacional. A iniciativa faz parte da busca por alternativas de financiamento para o banco.

As negociações envolvem investidores estrangeiros e levam em consideração as regras brasileiras para operações de crédito contratadas no exterior. Paralelamente, o BRB também mantém conversas com instituições financeiras nacionais em busca de possíveis soluções.

A movimentação ocorre em meio aos esforços para reforçar a estrutura financeira do banco após prejuízos bilionários relacionados a operações com o Banco Master.

Tentativa de obter R$ 6,6 bilhões não avançou

Antes de buscar alternativas no mercado internacional, o Governo do Distrito Federal (GDF) tentou viabilizar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O objetivo era capitalizar o BRB e fortalecer a capacidade financeira da instituição.

A proposta, no entanto, não avançou por falta de aval da União, deixando a operação sem andamento.

Diante desse cenário, a busca por investidores internacionais passou a integrar as alternativas consideradas para obter recursos. As conversas com instituições brasileiras também continuam, ampliando as possibilidades de captação.

Caso é discutido no Supremo Tribunal Federal

A tentativa de obter recursos para capitalizar o BRB está relacionada aos desdobramentos dos prejuízos envolvendo o Banco Master. O assunto também é objeto de uma ação em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF).

A viagem prevista para Dubai representa mais uma iniciativa na procura por financiamento, mas ainda não há confirmação de que as negociações resultarão na contratação de um empréstimo.

A eventual operação dependerá das tratativas com os investidores e do cumprimento das exigências regulatórias aplicáveis ao crédito internacional.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

doze + 18 =

Rolar para cima