Candidatos também buscam conquistar eleitores que votaram em branco ou nulo e aqueles que não compareceram às urnas no primeiro turno, quando a abstenção chegou a 21,04%.

Com o segundo turno das eleições marcado para o dia 25 de outubro, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concentram esforços para ampliar suas bases eleitorais e conquistar os votos dos candidatos que ficaram fora da disputa presidencial.
Além de buscar o apoio dos eleitores que escolheram outros nomes no primeiro turno, os dois concorrentes tentam atrair pessoas que votaram em branco ou nulo e aquelas que não compareceram às urnas.
No último domingo, 33,4 milhões de eleitores deixaram de votar, o equivalente a 21,04% do eleitorado. Esse contingente representa uma parcela significativa do público que poderá influenciar o resultado da próxima etapa da eleição.
Candidatos buscam ampliar apoio
Depois de Flávio Bolsonaro e Lula, os candidatos mais votados no primeiro turno foram Augusto Cury (Avante), que recebeu 2,89% dos votos, totalizando 3.448.569 eleitores; Renan Santos (Missão), com 2,24% e 2.675.887 votos; e Ronaldo Caiado (PSD), que obteve 2,18%, com 2.605.148 votos.
Os votos recebidos por esses candidatos passam a ser considerados estratégicos na disputa entre os dois finalistas. A capacidade de atrair parte desses eleitores poderá influenciar o desempenho de cada concorrente na votação decisiva.
Entretanto, o apoio a um candidato derrotado no primeiro turno não significa, necessariamente, que seus eleitores votarão no mesmo nome no segundo. As escolhas individuais dependerão das propostas, das alianças políticas e da avaliação que cada eleitor fizer dos dois concorrentes.
Abstenção também entra no cálculo eleitoral
Outro desafio para as campanhas será mobilizar os eleitores que não participaram da primeira votação. Com mais de 33 milhões de ausentes, a tentativa de reduzir a abstenção pode se tornar um componente importante das estratégias eleitorais.
Nesse cenário, Flávio Bolsonaro e Lula terão de combinar a busca por novos apoios com ações para convencer eleitores indecisos e estimular a participação nas urnas.
A votação do dia 25 de outubro definirá o vencedor da disputa presidencial, em uma etapa na qual a transferência de votos e o comparecimento dos eleitores poderão ter papel decisivo.


