Convenção do partido foi realizada no CICB e contou com apoio de lideranças do PSD e de parlamentares do PL; candidatura ainda não tem vice definido.

O PSD oficializou, no último sábado (1º), a candidatura de José Roberto Arruda ao Governo do Distrito Federal durante convenção realizada no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB). O evento reuniu lideranças nacionais e locais da legenda, além de parlamentares de outros partidos que declararam apoio ao projeto político do ex-governador.
A convenção contou com a presença do candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, e dos parlamentares do PL, deputado federal Alberto Fraga e senador Izalci Lucas, que manifestaram apoio à candidatura de Arruda, apesar de o partido indicar aliança com a governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP).
A chapa majoritária, no entanto, ainda não está completa. O candidato confirmou que o nome para a vice-governadoria permanece indefinido e afirmou que a definição poderá ocorrer até o prazo final para registro das candidaturas.
“Deixaremos as atas em aberto porque, na política, quem tem tempo não tem pressa. A legislação nos confere possibilidade do registro até o dia 15 de agosto, então, muita água pode passar por debaixo da ponte”, declarou Arruda durante entrevista coletiva antes da convenção.
Situação jurídica
José Roberto Arruda disputará o registro da candidatura com base na discussão sobre a flexibilização da Lei da Ficha Limpa. Condenado por improbidade administrativa e atualmente inelegível em seis processos, o ex-governador aguarda a conclusão do julgamento do tema no Supremo Tribunal Federal (STF).
A análise foi interrompida após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Até o momento da suspensão, dois ministros haviam votado contra a flexibilização das regras de inelegibilidade.
Arruda governou o Distrito Federal entre 2007 e 2010. O mandato foi interrompido após sua prisão preventiva durante as investigações da Operação Caixa de Pandora, que apurou um esquema de pagamento de propina envolvendo contratos do Governo do Distrito Federal.
Durante a convenção, o ex-governador afirmou que os últimos 16 anos representaram um período difícil em sua trajetória política.
“Eu atravessei um deserto”, disse.
A Justiça do Distrito Federal condenou Arruda à inelegibilidade, além do pagamento de multa e ressarcimento que, em valores atualizados, somam R$ 594 milhões.


