ÓRBITA DF

Celina diz que GDF não vai tolerar falhas após duas mortes de gestantes em hospital do DF

Governadora afirmou que casos registrados no Hospital Regional de Samambaia estão sob investigação e que protocolos de atendimento serão revisados
Crédito: Carlos Vieira/D.A Press
Crédito: Carlos Vieira/D.A Press

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou nesta quarta-feira (15) que o GDF não vai tolerar falhas no atendimento prestado à população após a morte de duas gestantes no Hospital Regional de Samambaia (HRSam), registradas em um intervalo de quatro dias.

A declaração foi dada durante agenda no Itapoã. Segundo a governadora, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) convocou reuniões com as equipes responsáveis para apurar os casos e reforçar os protocolos adotados nas unidades da rede pública.

“A gente já chamou várias reuniões. O secretário Juracy, inclusive, ontem reuniu toda a equipe, porque a gente não vai tolerar esse tipo de atendimento nos nossos hospitais”, afirmou.

Celina também informou que o governo pretende revisar os protocolos de assistência ao pré-natal e reforçar medidas voltadas à humanização do atendimento.

“Eu tenho certeza de que a gente precisa melhorar. Primeiro, a nossa solidariedade às famílias. Hoje, toda a nossa saúde está sendo monitorada. As imagens das câmeras estão sendo disponibilizadas para os familiares e para a polícia, enquanto os fatos são apurados”, disse.

A governadora acrescentou que, caso sejam identificadas irregularidades, os responsáveis serão responsabilizados.

“Não vamos passar a mão na cabeça de ninguém. O governo cobra resultados, mas também trabalha para oferecer condições adequadas aos servidores”, declarou.

Casos são investigados

O primeiro caso ocorreu na última sexta-feira (10), quando Maria Graciana Andrade Alves, de 36 anos, morreu durante o trabalho de parto no Hospital Regional de Samambaia. A filha da paciente sobreviveu ao parto e permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal da unidade. A Polícia Civil do Distrito Federal investiga as circunstâncias da morte.

Três dias depois, na segunda-feira (13), Maria Aparecida Galdino dos Santos, de 25 anos, também morreu após dar à luz no mesmo hospital. De acordo com familiares, ela procurou atendimento no domingo (12) e teria solicitado a realização de uma cesariana, procedimento que, segundo o relato da família, não foi realizado pela equipe médica.

Os dois casos ocorreram em menos de uma semana e estão sendo apurados pela Secretaria de Saúde e pela Polícia Civil.

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