ÓRBITA DF

Michelle atribui eleição a uma missão de Deus, ao pedido de Bolsonaro e à confiança dos eleitores

Ex-primeira-dama é eleita senadora com 938.496 votos e supera marca histórica de Damares Alves; vitória ocorre em meio a um cenário de força da direita em diferentes estados

Foto: Hugo Barreto
Foto: Hugo Barreto

Michelle Bolsonaro (PL) encerrou a eleição de 2026 como um dos principais nomes da nova composição política do Distrito Federal. Eleita senadora com 938.496 votos, equivalentes a 29,05%, a ex-primeira-dama alcançou a maior votação da história para o Senado no DF e garantiu uma das duas cadeiras em disputa.

A votação expressiva colocou Michelle à frente de Bia Kicis (PL), que também foi eleita, com 886.616 votos (27,44%). As duas candidatas ocuparão as vagas do Distrito Federal no Senado pelos próximos oito anos e passarão a integrar a bancada que terá como terceira representante Damares Alves (Republicanos), cujo mandato vai até 2030.

O resultado de Michelle ganha ainda mais peso quando comparado à eleição anterior. Ela superou com folga os 714.562 votos obtidos por Damares Alves no último pleito, estabelecendo uma nova marca eleitoral para o Senado no Distrito Federal.

Michelle atribui vitória a Deus e a pedido de Bolsonaro

Após a confirmação da vitória, Michelle divulgou uma mensagem de agradecimento na qual apresentou sua eleição como uma missão de natureza religiosa e política.

A ex-primeira-dama afirmou que Deus teria usado duas situações para conduzi-la à candidatura: um pedido de seu marido, Jair Bolsonaro, e a confiança demonstrada pelos eleitores nas urnas.

Michelle também resgatou uma promessa pessoal feita em 2018, quando afirmou ter orado para que, caso um dia ocupasse uma posição de poder, pudesse utilizar essa posição para ajudar pessoas que enfrentam dificuldades.

Agora eleita, ela declarou que pretende honrar os votos recebidos e trabalhar em busca de um futuro melhor para a população do Distrito Federal.

A mensagem também teve agradecimentos direcionados à família, líderes religiosos, partidos, candidatos, militantes, voluntários, apoiadores e grupos que participaram de sua campanha.

Uma vitória com forte simbolismo político

Mais do que garantir uma cadeira no Senado, a votação de Michelle representa o fortalecimento de seu capital político no Distrito Federal.

A ex-primeira-dama conseguiu se tornar a candidata mais votada da disputa para o Senado no DF, enquanto sua principal aliada na chapa, Bia Kicis, também conquistou uma vaga. O resultado estabelece uma bancada fortemente identificada com o campo político bolsonarista.

A força demonstrada nas urnas ocorre em um cenário nacional no qual candidatos alinhados à direita também obtiveram resultados expressivos.

Em São Paulo, Tarcísio alcançou 62,65% dos votos e foi eleito. Em Santa Catarina, Jorginho Mello chegou a 68,98%, enquanto no Mato Grosso do Sul Eduardo Riedel obteve 67,07%. No Rio Grande do Sul, Zucco venceu com 58,05%, e, em Rondônia, Marcos Rogério foi eleito com 56,86%.

O desempenho desses candidatos, somado à vitória de Michelle no Distrito Federal, reforça a presença de nomes conservadores na próxima configuração política do país.

DF ainda terá disputa pelo governo

Apesar da vitória de Michelle e Bia Kicis para o Senado, o Distrito Federal ainda não definiu seu próximo governador.

Com 100% das urnas apuradas, Celina Leão terminou na primeira colocação, com 49,93%, enquanto Leandro Grass obteve 34,47%. A disputa seguirá para o segundo turno.

O resultado mantém o Distrito Federal no centro das atenções políticas nacionais. De um lado, Michelle chega ao Senado com uma votação histórica; de outro, a eleição para o Palácio do Buriti ainda será decidida em uma nova rodada.

Michelle chega ao Senado com votação histórica

A eleição consolida Michelle Bolsonaro como uma das principais figuras políticas do Distrito Federal e amplia sua influência institucional.

Com quase 940 mil votos, ela inicia o mandato no Senado respaldada por uma votação expressiva e por uma base política mobilizada.

Em sua manifestação após a vitória, Michelle resumiu o resultado como uma responsabilidade diante dos eleitores que depositaram nela sua confiança.

A partir de 2027, ela terá oito anos de mandato para transformar essa votação histórica em atuação política no Senado.

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