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TSE tem placar de 3 a 2 para manter remoção de posts sobre Nossa Senhora

Julgamento analisa decisão do ministro André Mendonça sobre publicações que associam Flávio Bolsonaro à suposta retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida

Sessão plenária do dia 29 de setembro - (crédito: Leobark Rodrigues/Secom/TSE)
Sessão plenária do dia 29 de setembro – (crédito: Leobark Rodrigues/Secom/TSE)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registra, nesta quarta-feira (30), placar de 3 votos a 2 pela manutenção da decisão que determinou a remoção de publicações relacionadas à informação de que Flávio Bolsonaro teria intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

O julgamento ocorre em plenário virtual e analisa a decisão individual do ministro André Mendonça, que determinou inicialmente a retirada de uma publicação sobre o assunto. Posteriormente, a ordem foi ampliada para outros conteúdos que associavam o candidato à suposta proposta.

Mendonça votou pela manutenção da decisão. Os ministros Nunes Marques e Dias Toffoli acompanharam o relator. Já Ricardo Villas Bôas Cueva e Floriano de Azevedo Marques apresentaram divergências parciais e defenderam que a remoção fosse limitada a publicações que atribuíssem diretamente a Flávio Bolsonaro atos concretos relacionados à suposta intenção de retirar o título.

Relator diz que medida não configura censura prévia

Em seu voto, André Mendonça afirmou que a retirada de reproduções de um conteúdo já reconhecido judicialmente como desinformativo não configuraria censura prévia.

O ministro também argumentou que a disseminação da mesma narrativa em diferentes plataformas justificaria a adoção de medidas para impedir a replicação do conteúdo considerado irregular.

Segundo o relator, a identificação de um núcleo factual específico permitiria a retirada de publicações com conteúdo idêntico sem a necessidade de novas decisões judiciais para cada postagem.

Entenda a polêmica

A discussão começou após a circulação de uma informação falsa de que Flávio Bolsonaro pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

A narrativa teria surgido a partir de um comentário feito em um programa de televisão sobre uma suposta articulação de setores evangélicos, sem citar o candidato. Mesmo após a correção da informação, o conteúdo se espalhou pelas redes sociais.

Também passou a circular a referência a um projeto apresentado em 2007 relacionado ao título de Nossa Senhora Aparecida. A proposta foi arquivada em 2008 e não tinha relação com Flávio Bolsonaro.

O caso chegou à Justiça Eleitoral após a campanha do candidato questionar publicações que faziam a associação.

Caso provocou decisões no STF

A decisão do TSE também gerou uma disputa entre ministros da Justiça Eleitoral e do Supremo Tribunal Federal (STF).

No domingo (27), o ministro Flávio Dino, do STF, determinou a restauração de uma das publicações. Entre os argumentos apresentados, Dino destacou que o conteúdo não citava Flávio Bolsonaro nominalmente e ressaltou a proteção constitucional à liberdade de expressão.

Na segunda-feira (28), o ministro Luiz Fux suspendeu a decisão de Dino e restabeleceu a ordem de remoção das publicações até que o plenário do STF analise o caso.

Enquanto isso, o TSE analisa a decisão de André Mendonça. Até o momento, o placar é de 3 votos a 2, e a votação ainda não foi concluída.

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