{"id":1428,"date":"2026-08-23T08:00:00","date_gmt":"2026-08-23T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/orbitadf.com.br\/?p=1428"},"modified":"2026-08-23T19:49:57","modified_gmt":"2026-08-23T22:49:57","slug":"literatura-inclusiva-ganha-espaco-e-reune-autores-na-6a-bienal-do-livro-de-brasilia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/orbitadf.com.br\/en\/literatura-inclusiva-ganha-espaco-e-reune-autores-na-6a-bienal-do-livro-de-brasilia\/","title":{"rendered":"Literatura inclusiva ganha espa\u00e7o e re\u00fane autores na 6\u00aa Bienal do Livro de Bras\u00edlia"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>No Estande 70, AIAB e ALETRAS apresentam livros acess\u00edveis, incentivam novos escritores e mostram como recursos como Braille, audiolivros e Libras podem ampliar o acesso \u00e0 leitura<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/orbitadf.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2026\/08\/bienal-do-livro-2026.jpeg.webp\" alt=\"Escritoras e representantes da AIAB e da ALETRAS durante a 6\u00aa Bienal Internacional do Livro de Bras\u00edlia.\" class=\"wp-image-1429\" srcset=\"https:\/\/orbitadf.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2026\/08\/bienal-do-livro-2026.jpeg.webp 768w, https:\/\/orbitadf.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2026\/08\/bienal-do-livro-2026-225x300.jpeg.webp 225w, https:\/\/orbitadf.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/bienal-do-livro-2026-9x12.jpeg 9w, https:\/\/orbitadf.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2026\/08\/bienal-do-livro-2026-750x1000.jpeg.webp 750w, https:\/\/orbitadf.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2026\/08\/bienal-do-livro-2026-360x480.jpeg.webp 360w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" data-smush-webp-fallback=\"{&quot;src&quot;:&quot;https:\\\/\\\/orbitadf.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/bienal-do-livro-2026.jpeg&quot;,&quot;srcset&quot;:&quot;https:\\\/\\\/orbitadf.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/bienal-do-livro-2026.jpeg 768w, https:\\\/\\\/orbitadf.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/bienal-do-livro-2026-225x300.jpeg 225w, https:\\\/\\\/orbitadf.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/bienal-do-livro-2026-9x12.jpeg 9w, https:\\\/\\\/orbitadf.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/bienal-do-livro-2026-750x1000.jpeg 750w, https:\\\/\\\/orbitadf.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/bienal-do-livro-2026-360x480.jpeg 360w&quot;}\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Escritoras e representantes da AIAB e da ALETRAS durante a 6\u00aa Bienal Internacional do Livro de Bras\u00edlia.<br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A literatura inclusiva ganhou espa\u00e7o na 6\u00aa Bienal do Livro de Bras\u00edlia, que tem como tema \u201cLer o Amanh\u00e3\u201d. No Estande 70, a Academia Inclusiva de Autores Brasilienses (AIAB) e a Academia Aguaslindense de Letras (ALETRAS) re\u00fanem escritores e apresentam obras que utilizam diferentes recursos para aproximar a leitura de pessoas com defici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 frente da AIAB, a escritora Dinor\u00e1 Couto Can\u00e7ado trabalha h\u00e1 31 anos com pessoas com defici\u00eancia visual. A experi\u00eancia tamb\u00e9m orienta a produ\u00e7\u00e3o de livros acess\u00edveis e a defesa de uma literatura que considere diferentes formas de leitura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEsse \u00e9 o estande mais inclusivo\u201d, afirma Dinor\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No espa\u00e7o, os visitantes encontram audiolivros, exemplares em Braille e fantoches utilizados em atividades interativas. A proposta \u00e9 permitir que crian\u00e7as com diferentes defici\u00eancias tenham contato com as hist\u00f3rias de maneira aut\u00f4noma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Dinor\u00e1, por\u00e9m, a acessibilidade n\u00e3o se resume aos recursos dispon\u00edveis nos livros. \u201cConsidero a acessibilidade atitudinal a mais importante de todas. N\u00e3o adianta vir a acessibilidade comunicacional, como o Braille, Libras e audiodescri\u00e7\u00e3o, se a pessoa n\u00e3o tem dentro de si aquele esp\u00edrito inclusivo\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Livros pensados para diferentes leitores<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as obras apresentadas est\u00e1 <em>Uai pai, que bicho \u00e9 esse?<\/em>, de Dinor\u00e1. O livro ganhou uma edi\u00e7\u00e3o em Braille com capa adaptada ao tato, permitindo que a crian\u00e7a explore elementos da narrativa tamb\u00e9m pelas m\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A escritora explica que a preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 fazer com que crian\u00e7as com defici\u00eancia tamb\u00e9m se reconhe\u00e7am como protagonistas das hist\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cQueria que o deficiente que lesse a hist\u00f3ria se sentisse completamente acolhido e protagonista daquela hist\u00f3ria\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Parte desses exemplares \u00e9 produzida de maneira artesanal e n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel regularmente para comercializa\u00e7\u00e3o. A presen\u00e7a na Bienal, portanto, permite que o p\u00fablico conhe\u00e7a de perto materiais que combinam literatura e diferentes recursos de acessibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trabalho de Dinor\u00e1 tamb\u00e9m tem rela\u00e7\u00e3o com a Biblioteca Braille. Em 2005, ela recebeu o Pr\u00eamio ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio) pelo trabalho desenvolvido na \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A escritora afirma que a leitura teve papel decisivo em sua pr\u00f3pria trajet\u00f3ria. \u201cEu sou a prova viva disso. Se n\u00e3o fosse a leitura na minha vida, e o tanto que eu trabalhei literatura infantil com alunos em 129 escolas e nessa biblioteca Braille, eu n\u00e3o estaria aqui\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Hist\u00f3rias tamb\u00e9m ajudam a combater o preconceito<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A literatura inclusiva, na avalia\u00e7\u00e3o da escritora, poeta e palestrante Sharlene Serra, autora da Cole\u00e7\u00e3o Incluir, tamb\u00e9m pode contribuir para a forma\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as sem defici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cCrian\u00e7a orientada n\u00e3o tem preconceito\u201d, resume.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Sharlene, o contato com hist\u00f3rias que apresentam personagens com defici\u00eancia ajuda a apresentar a diversidade desde a inf\u00e2ncia. \u201cA diferen\u00e7a j\u00e1 faz parte do ser humano, e quando entendemos isso, passamos a respeitar e ter um olhar completamente diferenciado\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A representa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m aparece no trabalho de outros autores presentes no estande. Poeta e escritora de <em>A Dama dos An\u00e9is<\/em>, C\u00e9lia da Silva Soares encontrou na ALETRAS espa\u00e7o para desenvolver a carreira liter\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A academia promove atividades em escolas, colet\u00e2neas, encontros e saraus. Para C\u00e9lia, a participa\u00e7\u00e3o nas iniciativas ajudou no desenvolvimento pessoal e profissional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cElevou meu grau de discernimento e cultura. Me ajudou a publicar livros e me tornei melhor como pessoa e escritora\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Tecnologia amplia alcance dos autores<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A escritora, poeta e palestrante Luh Veiga destaca outro aspecto da produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria: as possibilidades abertas pela tecnologia para autores que buscam alcan\u00e7ar novos p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cPoder transformar palavras em arte \u00e9 maravilhoso e hoje, com a tecnologia avan\u00e7ada, a gente atinge o mundo\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Presidente da ALETRAS, a escritora Keula Rodrigues tamb\u00e9m participa da Bienal com <em>Prenderam o Saci<\/em>, obra bil\u00edngue em portugu\u00eas e iorub\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Keula, a literatura deve estimular o leitor a imaginar outras possibilidades para as hist\u00f3rias. \u201cSe o leitor puder imaginar um final diferente para essa hist\u00f3ria, como o Saci disputando as Paralimp\u00edadas, o trabalho est\u00e1 feito\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A parceria entre AIAB e ALETRAS re\u00fane, assim, duas frentes: a cria\u00e7\u00e3o de mecanismos para ampliar o acesso aos livros e o incentivo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de novos escritores.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Bienal aproxima fam\u00edlias da literatura<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os visitantes do estande estava Stefany, de 33 anos, m\u00e3e de Louise, que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA). Para ela, a realiza\u00e7\u00e3o da Bienal em uma \u00e1rea de f\u00e1cil acesso facilita a participa\u00e7\u00e3o de fam\u00edlias que nem sempre conseguem frequentar outros espa\u00e7os culturais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cImagina pra quem n\u00e3o tem condi\u00e7\u00e3o nenhuma? (&#8230;) Mas t\u00e1 aqui do lado da rodovi\u00e1ria, vem dar uma volta e acaba descobrindo um universo de coisas que normalmente a pessoa n\u00e3o teria acesso\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Louise tamb\u00e9m participou da entrevista e contou que gostou do estande e dos bonecos dispon\u00edveis para as atividades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A programa\u00e7\u00e3o da Bienal tamb\u00e9m inclui a participa\u00e7\u00e3o da escritora Fernanda Boaventura, autora de <em>Ser ou N\u00e3o Ter<\/em>. Na palestra, ela aborda experi\u00eancias de sua trajet\u00f3ria como pessoa com defici\u00eancia e transforma essas viv\u00eancias em narrativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Estande 70, a proposta de inclus\u00e3o aparece em diferentes formatos: no Braille, nos audiolivros, nos fantoches, na representa\u00e7\u00e3o de pessoas com defici\u00eancia e na abertura de espa\u00e7o para escritores apresentarem seus trabalhos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A iniciativa das duas academias mostra que ampliar o acesso \u00e0 literatura envolve tanto recursos de acessibilidade quanto a possibilidade de diferentes autores e leitores ocuparem o mesmo espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Estande 70, AIAB e ALETRAS apresentam livros acess\u00edveis, incentivam novos escritores e mostram como recursos como Braille, audiolivros e Libras podem ampliar o acesso \u00e0 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