{"id":1297,"date":"2026-08-16T00:31:00","date_gmt":"2026-08-16T03:31:00","guid":{"rendered":"https:\/\/orbitadf.com.br\/?p=1297"},"modified":"2026-08-15T22:44:08","modified_gmt":"2026-08-16T01:44:08","slug":"quando-os-desastres-expoem-o-que-preferimos-nao-enxergar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/orbitadf.com.br\/en\/quando-os-desastres-expoem-o-que-preferimos-nao-enxergar\/","title":{"rendered":"Quando os desastres exp\u00f5em o que preferimos n\u00e3o enxergar"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Tremores, eventos clim\u00e1ticos extremos e a possibilidade de um novo El Ni\u00f1o refor\u00e7am a necessidade de repensar preven\u00e7\u00e3o, infraestrutura e a forma como as cidades convivem com os riscos<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/orbitadf.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2026\/08\/desastre-ambiental-1024x683.jpg.webp\" alt=\"Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\" class=\"wp-image-1298\" srcset=\"https:\/\/orbitadf.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2026\/08\/desastre-ambiental-1024x683.jpg.webp 1024w, https:\/\/orbitadf.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2026\/08\/desastre-ambiental-300x200.jpg.webp 300w, https:\/\/orbitadf.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2026\/08\/desastre-ambiental-768x512.jpg.webp 768w, https:\/\/orbitadf.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/desastre-ambiental-18x12.jpg 18w, https:\/\/orbitadf.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2026\/08\/desastre-ambiental-750x500.jpg.webp 750w, https:\/\/orbitadf.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2026\/08\/desastre-ambiental-1140x760.jpg.webp 1140w, https:\/\/orbitadf.com.br\/wp-content\/smush-webp\/2026\/08\/desastre-ambiental.jpg.webp 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" data-smush-webp-fallback=\"{&quot;src&quot;:&quot;https:\\\/\\\/orbitadf.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/desastre-ambiental-1024x683.jpg&quot;,&quot;srcset&quot;:&quot;https:\\\/\\\/orbitadf.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/desastre-ambiental-1024x683.jpg 1024w, https:\\\/\\\/orbitadf.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/desastre-ambiental-300x200.jpg 300w, https:\\\/\\\/orbitadf.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/desastre-ambiental-768x512.jpg 768w, https:\\\/\\\/orbitadf.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/desastre-ambiental-18x12.jpg 18w, https:\\\/\\\/orbitadf.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/desastre-ambiental-750x500.jpg 750w, https:\\\/\\\/orbitadf.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/desastre-ambiental-1140x760.jpg 1140w, https:\\\/\\\/orbitadf.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/desastre-ambiental.jpg 1200w&quot;}\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 uma contradi\u00e7\u00e3o na maneira como lidamos com os desastres. Passamos boa parte do tempo tentando prever o que vem pela frente, organizando rotinas, construindo cidades, criando tecnologias e estabelecendo planos para os pr\u00f3ximos anos. Ainda assim, basta um tremor mais forte, uma chuva fora do padr\u00e3o ou uma longa estiagem para perceber que nem tudo est\u00e1 sob nosso comando.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Talvez seja justamente essa a principal li\u00e7\u00e3o deixada por cada desastre: a natureza n\u00e3o segue o calend\u00e1rio das autoridades, os interesses econ\u00f4micos ou os ciclos eleitorais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os terremotos registrados recentemente em diferentes pontos da Am\u00e9rica Latina chamam aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas pela for\u00e7a dos abalos, mas pelo que revelam sobre a rela\u00e7\u00e3o entre popula\u00e7\u00e3o, territ\u00f3rio e preven\u00e7\u00e3o. Um tremor pode durar poucos segundos. As consequ\u00eancias, no entanto, podem permanecer por meses ou at\u00e9 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E n\u00e3o \u00e9 preciso estar diante de um terremoto de grande magnitude para que uma cidade seja afetada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando um abalo atinge uma regi\u00e3o densamente povoada, entram em cena quest\u00f5es que v\u00e3o muito al\u00e9m da geologia. A qualidade das constru\u00e7\u00f5es, a condi\u00e7\u00e3o das vias, a capacidade dos hospitais, os sistemas de comunica\u00e7\u00e3o e a prepara\u00e7\u00e3o das equipes de emerg\u00eancia podem determinar o tamanho do impacto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 a\u00ed que o desastre deixa de ser apenas um fen\u00f4meno natural. A mesma l\u00f3gica aparece quando falamos de eventos clim\u00e1ticos extremos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma chuva intensa n\u00e3o explica sozinha uma enchente devastadora. \u00c9 preciso olhar para o territ\u00f3rio ocupado, para a drenagem, para a preserva\u00e7\u00e3o de \u00e1reas naturais, para a exist\u00eancia de moradias em locais vulner\u00e1veis e para a capacidade do poder p\u00fablico de alertar a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma seca tamb\u00e9m n\u00e3o come\u00e7a e termina na aus\u00eancia de chuva. Seus efeitos alcan\u00e7am reservat\u00f3rios, produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, gera\u00e7\u00e3o de energia, pre\u00e7os dos alimentos e abastecimento das cidades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A natureza produz o evento. As condi\u00e7\u00f5es encontradas no caminho ajudam a definir o tamanho da consequ\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa diferen\u00e7a \u00e9 importante porque, muitas vezes, o debate p\u00fablico come\u00e7a e termina na intensidade do fen\u00f4meno. Fala-se da quantidade de chuva, da velocidade do vento, da magnitude do terremoto ou da temperatura registrada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas existe outra medida que deveria receber a mesma aten\u00e7\u00e3o: o quanto est\u00e1vamos preparados.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O risco n\u00e3o \u00e9 igual para todos<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um desastre atinge territ\u00f3rios, mas tamb\u00e9m exp\u00f5e desigualdades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Duas fam\u00edlias podem passar pela mesma enchente e enfrentar consequ\u00eancias completamente diferentes. Uma pode ter condi\u00e7\u00f5es de deixar a \u00e1rea, procurar outro lugar e recuperar os preju\u00edzos. A outra pode perder a \u00fanica casa que possui e depender de assist\u00eancia p\u00fablica para recome\u00e7ar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O mesmo vale para uma onda de calor, uma seca ou um terremoto. Quem vive em uma constru\u00e7\u00e3o segura, tem acesso a servi\u00e7os de sa\u00fade e disp\u00f5e de recursos para lidar com uma emerg\u00eancia parte de uma situa\u00e7\u00e3o diferente daquela enfrentada por quem mora em uma \u00e1rea de risco ou depende de uma infraestrutura que j\u00e1 apresenta problemas no cotidiano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, preven\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 uma discuss\u00e3o sobre desigualdade. N\u00e3o basta criar mecanismos para responder ao desastre depois que ele acontece. \u00c9 preciso reduzir a quantidade de pessoas expostas antes que a emerg\u00eancia apare\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O El Ni\u00f1o amplia a preocupa\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A possibilidade de um novo El Ni\u00f1o acrescenta outro elemento a esse cen\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O fen\u00f4meno, associado ao aquecimento anormal das \u00e1guas do Pac\u00edfico, pode alterar padr\u00f5es de chuva e temperatura em diferentes regi\u00f5es do planeta. Seus efeitos n\u00e3o ficam restritos ao oceano ou aos mapas meteorol\u00f3gicos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dependendo de sua intensidade e dura\u00e7\u00e3o, podem aparecer na agricultura, no abastecimento de \u00e1gua, na gera\u00e7\u00e3o de energia e nos pre\u00e7os dos alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 um lembrete de que os fen\u00f4menos naturais est\u00e3o conectados a praticamente todas as \u00e1reas da vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma altera\u00e7\u00e3o no clima pode atingir o campo. O impacto na produ\u00e7\u00e3o pode chegar ao supermercado. A redu\u00e7\u00e3o dos reservat\u00f3rios pode pressionar a gera\u00e7\u00e3o de energia. Uma onda de calor pode elevar o consumo de eletricidade e aumentar os riscos para a sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O assunto, portanto, n\u00e3o deveria ser tratado apenas como uma quest\u00e3o ambiental, \u00e9 tamb\u00e9m econ\u00f4mico, social e urbano.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">N\u00e3o confundir os fen\u00f4menos<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 importante, entretanto, n\u00e3o colocar eventos diferentes dentro da mesma explica\u00e7\u00e3o. Terremotos est\u00e3o relacionados \u00e0 din\u00e2mica geol\u00f3gica do planeta. El Ni\u00f1o \u00e9 um fen\u00f4meno clim\u00e1tico. Um n\u00e3o provoca o outro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa distin\u00e7\u00e3o n\u00e3o diminui a import\u00e2ncia de nenhum deles. Pelo contr\u00e1rio. Compreender as causas \u00e9 parte da prepara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O problema come\u00e7a quando informa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas s\u00e3o simplificadas a ponto de produzir conclus\u00f5es erradas. Em momentos de medo ou incerteza, explica\u00e7\u00f5es f\u00e1ceis costumam circular com mais velocidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, informa\u00e7\u00e3o de qualidade tamb\u00e9m faz parte da preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma popula\u00e7\u00e3o que sabe reconhecer um alerta, entende os riscos da regi\u00e3o onde mora e conhece os procedimentos em uma emerg\u00eancia tem mais condi\u00e7\u00f5es de reagir adequadamente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Prevenir custa menos que reconstruir<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 uma conta que raramente aparece com a mesma for\u00e7a depois de uma trag\u00e9dia: quanto teria custado evitar parte daqueles danos?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Investir em drenagem, fiscaliza\u00e7\u00e3o, planejamento urbano, refor\u00e7o de estruturas, sistemas de alerta, treinamento e equipamentos de emerg\u00eancia pode parecer caro quando comparado ao or\u00e7amento de um \u00fanico ano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois de uma trag\u00e9dia, por\u00e9m, os custos se multiplicam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Casas precisam ser reconstru\u00eddas, estradas s\u00e3o refeitas. hospitais precisam ser recuperados, empresas deixam de funcionar, fam\u00edlias perdem renda, crian\u00e7as ficam sem aulas, servi\u00e7os p\u00fablicos s\u00e3o interrompidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m do preju\u00edzo financeiro, existe aquilo que n\u00e3o cabe em uma planilha: vidas perdidas, fam\u00edlias separadas, deslocamentos for\u00e7ados e anos necess\u00e1rios para recuperar uma rotina. Por isso, preven\u00e7\u00e3o n\u00e3o deveria ser tratada como gasto secund\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 uma escolha sobre quanto uma sociedade est\u00e1 disposta a perder quando o pr\u00f3ximo evento acontecer.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">As cidades precisam aprender com o territ\u00f3rio<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Boa parte dos problemas come\u00e7a muito antes do desastre. Uma cidade que cresce sem planejamento, ocupa \u00e1reas de risco, impermeabiliza excessivamente o solo ou permite constru\u00e7\u00f5es sem fiscaliza\u00e7\u00e3o aumenta sua pr\u00f3pria exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o h\u00e1 tecnologia capaz de compensar indefinidamente escolhas urbanas ruins. O mesmo vale para regi\u00f5es que dependem de poucos reservat\u00f3rios, redes el\u00e9tricas fr\u00e1geis ou estradas que n\u00e3o suportam eventos extremos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Planejar uma cidade \u00e9 tamb\u00e9m pensar naquilo que pode dar errado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa n\u00e3o \u00e9 uma tarefa simples. Exige decis\u00f5es que muitas vezes produzem resultados apenas anos depois, enquanto a pol\u00edtica costuma trabalhar com prazos muito mais curtos. Mas o clima e a geologia n\u00e3o obedecem ao calend\u00e1rio eleitoral.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A natureza n\u00e3o precisa ser previs\u00edvel para que sejamos preparados<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Talvez seja esse o ponto mais inc\u00f4modo. N\u00e3o vamos impedir todos os terremotos. N\u00e3o vamos eliminar completamente enchentes, secas ou ondas de calor. Tamb\u00e9m n\u00e3o temos como controlar fen\u00f4menos clim\u00e1ticos de escala planet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que est\u00e1 ao nosso alcance \u00e9 reduzir a vulnerabilidade, construir melhor, fiscalizar, planejar, preservar \u00e1reas importantes, melhorar sistemas de alerta, preparar hospitais. Treinar equipes, informar a popula\u00e7\u00e3o e, principalmente, aprender com cada ocorr\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um desastre n\u00e3o deveria ser apenas uma not\u00edcia que dura alguns dias. Deveria deixar dados, mudan\u00e7as de procedimento e decis\u00f5es capazes de reduzir o impacto do pr\u00f3ximo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando as \u00e1guas baixam e os tremores cessam, a urg\u00eancia diminui. \u00c9 justamente nesse momento que come\u00e7a uma parte menos vis\u00edvel, mas essencial do trabalho: entender o que aconteceu e corrigir aquilo que poderia ter sido diferente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Talvez n\u00e3o tenhamos controle sobre quando a Terra vai tremer, quando uma tempestade vai se intensificar ou quais efeitos um novo El Ni\u00f1o produzir\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas temos alguma escolha sobre onde constru\u00edmos, como constru\u00edmos e qu\u00e3o preparados estaremos. A natureza continuar\u00e1 impondo seus limites. O que n\u00e3o deveria continuar igual \u00e9 a nossa capacidade de ignor\u00e1-los at\u00e9 que seja tarde demais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tremores, eventos clim\u00e1ticos extremos e a possibilidade de um novo El Ni\u00f1o refor\u00e7am a necessidade de repensar preven\u00e7\u00e3o, infraestrutura e a forma como as cidades convivem com os riscos<\/p>","protected":false},"author":3,"featured_media":1298,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[457,459,461,304,28,458,460],"class_list":["post-1297","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mundo","tag-desastres-ambientais","tag-el-nino","tag-eventos-climaticos","tag-orbita-df","tag-simone-leite","tag-terremotos","tag-tremores"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/orbitadf.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1297","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/orbitadf.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/orbitadf.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/orbitadf.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/orbitadf.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1297"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/orbitadf.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1297\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1299,"href":"https:\/\/orbitadf.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1297\/revisions\/1299"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/orbitadf.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1298"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/orbitadf.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1297"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/orbitadf.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1297"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/orbitadf.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1297"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}