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STJ adia pela 5ª vez análise de recurso contra anulação da condenação de Adriana Villela

Recurso do MPDFT questiona decisão que anulou condenação da acusada de ser mandante do triplo homicídio conhecido como Crime da 113 Sul

Foto: Divulgação
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A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) adiou, pela quinta vez, a análise do recurso apresentado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contra a decisão que anulou a condenação de Adriana Villela, acusada de ser a mandante do triplo homicídio que ficou conhecido como Crime da 113 Sul.

O processo estava previsto na pauta da sessão desta terça-feira (6/10), mas o julgamento não chegou a ser analisado. O recurso foi novamente incluído na pauta da próxima semana, com previsão de julgamento para 13 de outubro.

Adriana Villela foi condenada em 2019 a 61 anos de prisão pela morte dos pais, o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela e Maria Villela, e da funcionária da família Francisca da Silva. O crime ocorreu em 2009, em um apartamento da 113 Sul, em Brasília.

Condenação foi anulada pelo STJ

Em setembro de 2025, a Sexta Turma do STJ anulou a ação penal contra Adriana e determinou que o processo retornasse à fase inicial. A decisão considerou que a defesa não teve acesso, antes do julgamento pelo Tribunal do Júri, a vídeos relacionados a depoimentos de corréus.

O MPDFT recorreu da decisão e argumenta que os vídeos exibidos durante o julgamento de 2019 não apresentavam conteúdo inédito capaz de comprometer o direito de defesa. O Ministério Público também busca restabelecer os efeitos da condenação.

O julgamento chegou a começar anteriormente. O relator do processo, ministro Sebastião Reis Júnior, votou pela manutenção da decisão que anulou a condenação de Adriana Villela.

Em sentido contrário, o ministro Rogério Schietti Cruz votou pela execução imediata da pena de 61 anos de prisão, conforme pedido apresentado pelo Ministério Público.

O julgamento, no entanto, foi interrompido após um pedido de destaque apresentado pelo ministro Carlos Pires Brandão. Com isso, a análise será realizada em sessão presencial e o julgamento será reiniciado.

A expectativa agora é que a Sexta Turma retome a discussão na sessão marcada para a próxima terça-feira (13/10).

O caso do triplo homicídio da 113 Sul é um dos crimes de maior repercussão da história recente de Brasília e permanece em disputa judicial mais de uma década após os assassinatos.

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