ÓRBITA DF

Nomes ganham espaço na reta final da disputa pela CLDF

Delegado Jônatas, Sandra Bacelar e Giuliano Cartaxo chegam à fase decisiva da eleição com trajetórias diferentes e projetos construídos antes da campanha

Foto: Montagem (Delegadoo Jônatas, Giuliano Cartaxo, Sandra Bacelar)
Foto: Montagem (Delegado Jônatas, Giuliano Cartaxo, Sandra Bacelar)

Na reta final da corrida por uma cadeira na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), alguns nomes ganham espaço e passam a chamar mais atenção na disputa. Entre eles estão o delegado Jônatas (MDB), a radialista Sandra Bacelar (PSD) e o jornalista Giuliano Cartaxo (REP). Os três chegam às eleições por caminhos diferentes e tentam transformar o reconhecimento construído em suas áreas de atuação em força nas urnas.

Delegado Jônatas leva experiência na proteção animal para a disputa à CLDF

O delegado Jônatas é um dos nomes que vêm ganhando visibilidade nesse cenário. Com mais de duas décadas de carreira na Polícia Civil do Distrito Federal, ele construiu parte importante da trajetória no combate aos crimes contra animais e comandou a Delegacia de Repressão aos Crimes Contra os Animais (DRCA).

A atuação na unidade fez com que seu nome se tornasse conhecido entre protetores e pessoas ligadas à causa animal. O trabalho envolveu casos de maus-tratos, abandono e outras situações de violência contra animais.

A relação com a causa, porém, não terminou com a passagem pela delegacia. Jônatas continuou próximo de protetores e passou a ajudar em diferentes situações envolvendo resgates e animais vítimas de maus-tratos. Foi desse contato que começaram a surgir pedidos para que ele entrasse na política.

A decisão de disputar uma cadeira na CLDF veio depois de anos de atuação nessa área. Partidos também passaram a procurar o delegado interessados em sua candidatura.

Para Jônatas, a defesa dos animais deixou de ser apenas uma área de atuação profissional e se tornou uma missão de vida. A candidatura, nesse sentido, tenta transformar uma trajetória construída muito antes da eleição em atuação dentro do Legislativo.

O desafio agora é ampliar o alcance desse reconhecimento. A causa animal continua sendo o principal eixo de sua candidatura, mas a estratégia é levar o debate para um público maior e mostrar a relação da proteção animal com temas como saúde pública, educação, fiscalização e qualidade de vida.

Sandra Bacelar leva a comunicação e a inclusão para a disputa

Sandra Bacelar chega à corrida eleitoral com uma trajetória ligada à comunicação e à defesa das pessoas com deficiência. Radialista e fonoaudióloga, ela construiu carreira no Distrito Federal e passou a ganhar espaço também por sua atuação em pautas relacionadas à inclusão.

Moradora do Guará e mãe de um adolescente autista, Sandra afirma que decidiu entrar na política depois de anos convivendo com as dificuldades enfrentadas por famílias de pessoas com deficiência. O contato com essas famílias, segundo ela, mostrou a necessidade de ampliar a presença do tema nas políticas públicas.

A pré-candidatura pelo PSD foi lançada em julho, em um evento que reuniu cerca de 150 pessoas e contou com a presença de lideranças políticas. Entre as propostas apresentadas está a criação de um centro de atendimento voltado a crianças e famílias de pessoas com deficiência.

Sandra também defende medidas para ampliar a autonomia de pessoas com deficiência e melhorar a estrutura de atendimento oferecida pelo poder público. A atuação na causa autista já havia recebido reconhecimento institucional na Câmara Legislativa.

Agora, ela tenta transformar a experiência acumulada na comunicação e o trabalho ligado à inclusão em uma candidatura competitiva. A estratégia é levar a pauta para além do debate específico sobre deficiência e relacioná-la a áreas como saúde, educação e assistência social.

Giuliano Cartaxo troca o jornalismo pela disputa eleitoral

Giuliano Cartaxo chega à disputa por outro caminho. Jornalista e apresentador, passou quase duas décadas acompanhando o cotidiano do Distrito Federal como repórter e mostrando problemas enfrentados pelos moradores.

A experiência nas ruas é um dos principais argumentos da candidatura. Cartaxo pretende levar para a Câmara Legislativa uma atuação voltada à fiscalização dos serviços públicos e ao acompanhamento da aplicação dos recursos.

Saúde, infraestrutura e qualidade dos serviços oferecidos à população aparecem entre as áreas que pretende acompanhar de perto. A ideia é usar a experiência acumulada no jornalismo para cobrar respostas do poder público.

A entrada na política também representa uma mudança de posição. Depois de anos mostrando problemas e ouvindo reclamações de moradores, Cartaxo agora pretende participar diretamente das decisões que definem as políticas públicas do Distrito Federal.

Trajetórias diferentes na reta final

Sandra Bacelar, Giuliano Cartaxo e Delegado Jônatas chegam à reta final da disputa com histórias bastante diferentes.

Sandra leva para a eleição a experiência na comunicação e uma atuação cada vez mais associada à inclusão e à defesa das pessoas com deficiência. Cartaxo aposta na trajetória no jornalismo e na experiência acumulada acompanhando de perto os problemas das cidades.

Jônatas, por sua vez, chega com mais de 20 anos de Polícia Civil e uma ligação com a causa animal que antecede a candidatura. A passagem pela DRCA e a relação mantida com protetores depois desse período deram ao delegado uma identidade própria dentro de um segmento que ganhou espaço no debate político do Distrito Federal.

Essa trajetória anterior à eleição é um dos principais ativos de sua candidatura. Jônatas não passou a falar sobre proteção animal com a chegada da campanha. O tema já fazia parte de sua vida profissional e continuou presente depois da experiência na delegacia.

Agora, ele tenta transformar essa visibilidade acumulada em votos e ampliar o alcance do nome para além do eleitorado diretamente ligado à causa animal.

A disputa pelas 24 cadeiras da CLDF ainda pode sofrer mudanças até a votação, mas os três nomes buscam espaço em uma eleição marcada pela presença de candidatos com diferentes perfis e histórias.

Na reta final, a capacidade de mobilização, o reconhecimento construído antes da campanha e a força das bases eleitorais serão decisivos para definir quais desses projetos conseguirão chegar à Câmara Legislativa.

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