Força-tarefa participou de cerca de 90 operações, resgatou 14 sobreviventes e levou atendimento médico e ajuda humanitária às vítimas dos terremotos

Foto: Sérgio Dutti/MIDR)As equipes brasileiras que atuaram no resgate às vítimas dos terremotos na Venezuela desembarcaram em Brasília na sexta-feira (11), após cerca de duas semanas de trabalho nas áreas mais afetadas pelo desastre. Durante a missão, os profissionais participaram de aproximadamente 90 operações de busca e salvamento e retiraram 14 pessoas com vida dos escombros.
A força-tarefa foi composta por integrantes da Defesa Civil Nacional, dos Corpos de Bombeiros e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Os trabalhos ocorreram em conjunto com equipes de outros países, dentro da operação coordenada pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Além das buscas, o Brasil enviou um hospital de campanha com capacidade para atendimentos de urgência, cirurgias e internações. A estrutura contou com 99 profissionais da área da saúde e realizou mais de 1,2 mil atendimentos em dez dias de funcionamento, entre consultas, exames e procedimentos cirúrgicos.
A missão também transportou cerca de 60 toneladas de equipamentos, medicamentos e insumos médicos, além de purificadores de água, alimentos e produtos de higiene destinados à população atingida pelos tremores.
Os brasileiros permaneceram em Caraballeda, uma das cidades mais atingidas pelos terremotos. As operações envolveram o uso de cães farejadores, equipamentos de localização e maquinário pesado para acessar áreas destruídas. Em alguns casos, os resgates duraram mais de 48 horas ininterruptas.
Paralelamente às ações de salvamento, engenheiros e técnicos brasileiros realizaram vistorias em prédios danificados para avaliar as condições estruturais dos imóveis e contribuir com as ações de reconstrução.
Os terremotos atingiram a Venezuela no fim de junho e provocaram milhares de mortes, além de deixar um grande número de feridos e desabrigados. A tragédia mobilizou equipes de ajuda humanitária de diversos países, incluindo o Brasil, que enviou profissionais especializados e assistência médica para apoiar as operações de emergência.


