Categoria decidiu suspender a paralisação prevista para esta terça-feira (1º) enquanto aguarda avanço do processo para realização de novo concurso público no Metrô-DF

Os trabalhadores do Metrô-DF decidiram adiar a greve que estava prevista para esta terça-feira (1º). A suspensão foi aprovada na noite desta segunda-feira (31), durante Assembleia Geral Extraordinária realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do Distrito Federal (SindMetrô-DF). A categoria estabeleceu o dia 16 de setembro como novo prazo para avaliar a paralisação.
A principal reivindicação dos metroviários é a realização de um novo concurso público para recompor o quadro de funcionários da companhia. Segundo o sindicato, a decisão de suspender temporariamente a greve está relacionada ao andamento do processo administrativo para a realização do certame.
De acordo com Amanda Souza, diretora de comunicação e mobilização do SindMetrô-DF, os trabalhadores decidiram aguardar a evolução do procedimento. Uma nova assembleia está prevista para o dia 15 de setembro, quando a categoria deverá avaliar os avanços obtidos até então.
“O metrô está dando andamento no concurso público, segundo o que foi informado nas documentações que foram juntadas no processo, e a gente vai dar esse prazo até resolver essa situação. Estamos na expectativa de finalmente resolver esse impasse”, afirmou.
Agora, os metroviários aguardam a atuação do Governo do Distrito Federal, por meio da Secretaria de Estado de Economia, para concluir as etapas burocráticas necessárias à abertura do concurso. Conforme informado à categoria, o processo estaria aguardando a assinatura do secretário de Economia, Valdivino José de Oliveira.
O processo administrativo para a realização do concurso está sob responsabilidade da Secretaria de Estado de Economia desde 2024. Para os trabalhadores, a demora preocupa porque pode prolongar a atual situação do quadro de pessoal por mais um ano.
Outras reivindicações
Embora o concurso público seja a principal pauta, os metroviários também cobram o cumprimento integral do Acordo Coletivo de Trabalho vigente e outras medidas relacionadas às condições de trabalho.
Entre as reivindicações está o cumprimento de uma Ação Civil Pública que determina a contratação de profissionais de segurança aprovados no concurso realizado em 2013. A categoria também cobra a regularização do pagamento de horas extras e do Descanso Semanal Remunerado (DSR) para trabalhadores convocados.
Os metroviários ainda aguardam a formalização de um acordo discutido durante procedimento pré-processual conduzido pelo Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10). A proposta de redação final apresentada no processo teria sido aprovada pelos trabalhadores e, até a semana passada, ainda dependia da aceitação formal do Metrô-DF.
Nova avaliação em setembro
Caso não haja avanço considerado satisfatório até o prazo estabelecido, os trabalhadores poderão retomar a discussão sobre a greve. A assembleia marcada para 15 de setembro deverá definir os próximos passos da categoria, com a paralisação prevista, caso seja mantida, a partir do dia 16.
Em nota divulgada na semana passada, o Metrô-DF classificou como prematura a decisão dos trabalhadores de iniciar uma greve naquele momento. A companhia afirmou também que mantém o compromisso com as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho de 2026 e com a busca por uma solução consensual para as reivindicações.


